A dualidade que assola Salvador

A dualidade que assola Salvador

De um lado, sem nenhuma divulgação prévia, uma multidão de pessoas na Barra, sendo arrastada pela cantora Daniela Mercury, numa tarde de domingo. As imagens não negam: parece um carnaval fora de época, os soteropolitanos estão na rua, curtindo, se divertindo, na maior vibe ‘outdoor’.

Do outro lado, um rico Pelourinho cotidianamente esvaziado, mesmo efervescente de atrações culturais, musicais e teatrais; muitas incentivadas com dinheiro público, sendo que poucos soteropolitanos prestigiam. É mais fácil encontrar um americano ou inglês, que dificultosamente precisam de visto para visitar essas terras tupiniquins, a um soteropolitano perambulando no Pelô.

Essa discrepância de cenários em nada nos favorece enquanto cidade atrativa aos turistas e na qualidade de vida de nós, moradores. Foi maravilhoso termos um calçadão na Barra, com mais pessoas frequentando, mas não dá pra uma cidade inteira se deslocar unicamente para a Barra como opção de lazer.

Precisamos que as singularidades e atrativos de bairros da cidade sejam mais fomentados, explorados, incentivados e também vividos pela população. Isso passa, essencialmente, pelos bairros da Cidade Baixa e os que compõem o Centro Histórico de Salvador, com ocupação, melhor infraestrutura, segurança e acessibilidade. E também por uma orla inteira revitalizada, viva e pulsante, com gastronomia, vida noturna, segurança, num movimento em que seja natural frequentá-la como um todo.

O Rio Vermelho já nos mostrou que isso deu muito certo!

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