Hackthon Salvador

Hackathon+Salvador: o que aconteceu no Pelourinho no último final de semana

Quem acompanha a gente pelo Stories do Instagram sabe que no último final de semana estávamos com mais 50 participantes no Hackathon+Salvador, uma maratona de 33 horas que visava propor soluções de impacto social para o Centro Histórico de Salvador (CHS) em cinco grandes eixos: turismo, mobilidade, economia criativa, cultura (patrimônio histórico) e governança.

Debate de ideias, explanação dos problemas e maior consciência e conhecimento da riqueza e problemas do nosso Centro Histórico permearam esses dois dias. Muito mais que sair com a ideia vencedora, o grande legado dessa maratona foi reunir tanta gente apaixonada e vinculadas ao CHS, desejosos por mudanças e ávidos para fazer a diferença na solução dos seus problemas.

Não, eles não são poucos. Os problemas são complexos. Mas uma longa caminhada se começa com um pequeno passo. E o primeiro passo para resolver um problema é reconhecer a sua existência. Imbuídos nesse espírito, 10 equipes foram formadas com a intenção de criar projetos para melhorar a gestão, preservar o patrimônio histórico e fomentar o desenvolvimento turístico e sociocultural do CHS.

Não faltaram excelentes projetos: o vencedor “Viva Pelô” propõe ir além dos guias turísticos tradicionais, com a ideia de transformar artistas e outros representantes da comunidade local em “anfitriões culturais” que façam o turista sentir na pele o que é ser um nativo do Centro Histórico. O “Oh Vey” permite conectar microempreendedores informais a visitantes do Centro Histórico e agendar o serviço que deseja. Pode ser uma foto com as baianas ou rodas de capoeira, por exemplo. O pagamento é feito por meio da plataforma, com cartão de crédito. A ideia surgiu com o objetivo de diminuir o problema do assédio dos vendedores ambulantes.

Podemos indagar se uma aplicação digital resolverá os problemas do Pelourinho. Com certeza, não. A única certeza é que somos nós que estamos aqui de forma perene. Os governos passam. É preciso uma articulação da sociedade civil organizada, governo, academia, empresários, de maneira a formar uma rede de atores locais, sinérgica, para alinhamento de soluções para o CHS. Os responsáveis (e principais interessados) somos nós!

Foto: Correio da Bahia

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