Carnaval de Rua Rio de Janeiro

O que podemos aprender com o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro

O Carnaval de Salvador sempre foi uma referência quando o assunto é carnaval. E é muito bom perceber que, atualmente, esse carnaval está em movimento, se reinventando e buscando novas formas de expressão.

O Rio de Janeiro faz um carnaval-espetáculo na Marquês de Sapucaí como também um maravilhoso carnaval de rua, extremamente participativo, igualitário e democrático, que arrasta milhões de pessoas de todo o Brasil, atraídos por essa simplicidade e variedade.

Se estamos nos reinventando e nos aproximando do legítimo carnaval de rua, que é de graça, mais participativo e igualitário, vamos analisar o que faz do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro um tremendo sucesso? Eu vou relatar o que percebi:

• Envolvimento de toda a cidade: a cidade de ponta a ponta respira carnaval. Você pode estar num bairro mais afastado ou no foco da Zona Sul e está todo mundo no mesmo clima. A festa não se restringe a uma área ou circuito, e nem a turistas, a população inteira se envolve e se contagia.

• Enorme quantidade de gente na rua: em cada esquina, beco, viela, tudo está tomado de gente. São dezenas de atrações em dezenas de localidades e tudo sempre lotado. Apesar desses diversos cenários, a sensação é que todos estão numa única sintonia.

• Participação de toda a população: engana-se quem pensa que a festa só é feita de gente jovem reunida. A amplitude da festa e do clima de carnaval abrange crianças, idosos, famílias e todas as tribos. Até uma tribo Hare Krishna estava fazendo o seu carnaval, ao seu jeito, ao seu modo.

• Festa democrática: com ou sem fantasia, com ou sem dinheiro, não vai fazer muita diferença o carnaval dessas duas pessoas. É o típico carnaval genuíno, participativo e igualitário, onde a pessoa pode estar onde ela quiser, como quiser e gastando também se quiser.

• Não dependência das pessoas a qualquer tipo de horário ou coisa: a verdade é que os bloquinhos de ruas e seus horários é só um pretexto para as pessoas se encontrarem e estarem nas ruas. Pouco importa se ele já saiu e ninguém viu ou ouviu (99% das vezes, não dá pra ouvir). E esse é o fato mais surpreendente que achei: a musicalidade não é um forte deste carnaval.


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