Palácio de Versalhes

Palácio de Versalhes: Um guia completo para visitar o palácio

O Palácio de Versalhes, a aproximadamente 20 km ao sudoeste de Paris, é um dos locais mais visitados da Europa e está em toda e qualquer lista que a gente vê por aí sobre O que fazer em Paris. Sim, o palácio é realmente um lugar extremamente espetacular e peculiar, que vai levar um dia inteiro a visitação e que, devido ao seu tamanho e popularidade, um dia em Versalhes pode facilmente também ser um dia desgastante com longas filas (sempre terá!), longas caminhadas e, a depender da época, mau tempo, o que pode interferir na visitação aos jardins.

Palácio de Versalhes

Chegando ao imponente Palácio de Versalhes

Por isso, é importante ter em mente que tudo em Versalhes é grandioso e ele é muito maior do que a gente imagina. Mais de três séculos e meio após a sua criação, o domínio de Versalhes, embora sem os terrenos de caça, permanece gigante. São três palácios, cavalariças (a Grande Cavalariça acolhe atualmente o Museu dos Coches), o seu jardim e parque e as suas dependências num total de 830 hectares de área, 20 km de estradas, 350 mil árvores e outras tantas flores plantadas cada ano, 35 km de canalizações, 13 hectares de telhados, 2.143 janelas, 67 escadarias…

Diante desses números colossais, é quase impossível explorar detalhadamente todos os cantos do Palácio de Versalhes e os jardins em um único dia, ainda mais se você perdeu muito tempo na fila na entrada. Mas viagem é assim mesmo: a gente quase nunca consegue fazer tudo e da forma que a gente quer.

Palácio de Versalhes

O hall de entrada do palácio

Por isso, minha dica em Versalhes é: aceite que isso não é possível e, em seguida, identifique o que você mais gostaria de fazer e quais partes da propriedade lhe agradarão mais: o Castelo? As fontes? O jardim? Um piquenique no canal? Os aposentos de Antonieta? Tem pessoas que só têm um período disponível e visitam apenas os jardins, por exemplo.

Na minha ida a Versalhes, eu passei um dia in-tei-ro e dividi o tempo entre o castelo, os domínios de Maria Antonieta e um pouco dos jardins (ainda deu para almoçar nele). Deu para aproveitar bem.

Um pouco da história do Palácio de Versalhes

O castelo e os jardins de Versalhes se encontram entre os mais ilustres monumentos do patrimônio mundial e constituem a mais bela e a mais completa realização da arte francesa do séc. XVII. O antigo castelo em tijolo e pedra de Luís XIII foi transformado e aumentado pelo seu filho Luís XIV, que instalou aí a Corte e a sede do Governo em 1682. A cidade que foi edificada em torno do Castelo também oferece numerosos testemunhos deste passado rico como igrejas, hotéis, praças, ruas antigas.

A partir de 1661, Luís XIV dá início à transformação e ao aumento do castelo primitivo de Luís XIII, confiando para o efeito em dois arquitetos, Louis Le Vau e Jules Hardouin-Mansart. Os trabalhos continuaram até a sua morte em 1715 e renovados no séc. XVIII: são criados novos apartamentos nos reinados de Luís XV e de Luís XVI. Em 6 de outubro de 1789, a monarquia deixa Versalhes, após os primeiros dias da Revolução Francesa. Em 1837, o rei Luís Felipe inaugura no Castelo o Museu consagrado à “Todas as glórias da Franca”

Palácio de Versalhes

No magnífico Château de Versailles, você pode seguir os passos de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI, Napoleão, Marie-Antoinette, olhar para o seu reflexo nos mesmos espelhos de Madame de Pompidou e andar despretensiosamente pelo imponente jardim que circunda o palácio. A sensação que eu tive é de que o tempo parou em Versalhes! Uma das poucas coisas que revelam que o tempo realmente passou são as filas insanamente longas de turistas com seus bastões de selfie, rs.

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Por dentro do Palácio de Versalhes

Há diversos percursos a serem feitos em Versalhes. O percurso chamado “dos Grandes Apartamentos” permite ver espaços emblemáticos do palácio, de épocas e funções diferentes. Na proximidade da Capela Real, há uma galeria interativa, que apresenta a história do palácio. No primeiro andar, salas do séc. XVII precedem o Grande Apartamento do Rei, a Grande Galeria, a Apartamento do Rei e o Grande Apartamento da Rainha. A visita segue através de Galerias históricas criadas por Luís Felipe, antes de terminar, do rés do chão pelos apartamentos de Delfim e Delfina.

É muitaaa coisa a ser vista e percorrida em Versalhes! Sério, tem hora que você até enjoa fica cansado em ver tanta coisa. É gostoso, sim, mas realmente um pouco cansativo, ademais porque também tem várias pessoas fazendo o percurso junto com você, mas tem silêncio, então é de boas. O áudio guia é fundamental para guiar essa visita, não faça sem ele porque vai ficar tudo muitooo superficial e não vai valer a pena, você irá se arrepender.

Neste post, irei fazer uma espécie de guia do Palácio de Versalhes, com o máximo de fotos possível e uma breve explicação sobre esses lugares. A sequência é exatamente a mesma da visitação.

A Capela

Seguindo a tradição das capelas palatinas, ela tem dois andares e as tribunas eram reservadas ao Rei, à família real e às pessoas importantes da Corte e o rés do chão (parte baixa) acolhia o resto dos fiéis. Consagrada em 1710 e dedicada a São Luís, antepassado e santo padroeiro da família real, a Capela é o último edifício construído em Versalhes no reinado de Luís XIV. 

A decoração da abóbada representa a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento, as três composições que a constituem fazem referência à Santa Trindade: no centro, A Glória do Pai Eterno anunciadora da vinda do Messias, por Antonin Coypel, por cima do altar, A Ressurreição de Cristo por Charles de La Fosse, por cima da tribuna real O Espírito Santo descendo sobre a Virgem e os Apóstolos por Jean Jouvenet.

Para assistir à missa, o Rei devia atravessar este salão que liga a tribuna ao Grande Apartamento. A sua decoração assemelha-se portanto à da Capela com um conteúdo mais profano; dois nichos abrigam estátuas encomendadas por Luís XV: A Glória que segura o medalhão de Luís XV por Antoine Vassé e A Magnanimidade real por Jacques Bousseau.

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A Galeria da história do palácio e as Salas do século XVII

A Galeria da história do palácio

É a Luis Filipe, Rei dos Franceses de 1830 a 1848, a transformação de Versalhes em museu dedicado “a todas glórias da França”. Através do seu desejo de reconciliar os regimes, o Rei-cidadão consegue criar o primeiro museu de história da França. Transformou os apartamentos dos príncipes ou dos cortesões em vastas salas onde estavam reunidas as mais evocadoras pinturas e as esculturas antigas.

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Na ala Norte, entre a Capela e a Ópera, as salas do rés do chão (onze ao todo), propõem uma galeria sobre a história do palácio. Após uma introdução global sobre o palácio e o seu domínio, dá para se inteirar das grandes etapas da construção desde o primeiro Versalhes de Luís XIII, o palácio do Rei-Sol, os jardins, a evolução dos séc. XVIII e XIX até ao Versalhes de hoje. As salas multimídias facilitam a compreensão dessa transformação de Versalhes através das suas diversas facetas: o abrigo de caça, a residência real, o museu de História e o palácio nacional.

As Salas do século XVII

No primeiro andar, está apresentada toda a riqueza das coleções do palácio relativas ao Grande Século – pinturas, esculturas, mobiliário. A figura tutelar de Luís XIV serve de linha mestra ao percurso. Várias salas evocam, segundo o modo biográfico: a infância do soberano e a regência de Ana de Áustria; a família real; a tomada do poder e a política do reino; e a corte em Versalhes. 

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O salão de Vênus

Nas noites, o salão de Vênus servia para a colação, onde se preparavam mesas de salvas de prata contendo doces, fruta natural e cristalizada. Além da decoração e das duas estátuas em perspectiva “trompe-l’oeil”, a glorificação do Soberano aparece sob a forma de uma estátua de pé representando Luís XIV em imperador romano, por Jean Warin. No oval do teto, René Antoine Houasse pintou o motivo que dá o nome ao salão: Vênus subjugando ao seu império as Divindades e as Potências.

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O salão de Diana

Luís XIV, que era excelente a jogar ao bilhar, mandou instalar aqui uma grande mesa coberta com um tapete de veludo carmesim guarnecido com uma franja de ouro. As senhoras seguiam a partida sentadas em bancos instalados nos estrados, o que lhes permitia dominar o espetáculo e aplaudir os sucessos do Rei. Toda a decoração deste salão refere-se à deusa Diana. Por cima da lareira encontra-se o Sacrifíicio de Efigénia por Charles de La Fosse e em frente Diana vigiando o sono de Endimião (1672) por Gabriel Blanchard. 

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O salão de Marte

Até 1682, este salão serviu de sala dos Guardas do Rei, o que explica a sua decoração guerreira, em particular a cornija onde alternam capacetes e troféus. Este local mudou e serviu para dar concertos nas noites. Entre 1684 e 1750 podiam-se ver, de ambos os lados da lareira, tribunas para os músicos. Nas paredes laterais encontram-se dois retratos de aparato, Luís XV e Maria Leszczinska, pintados por Carle Van Loo.

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O salão de Mercúrio

Os salões de Mercúrio e de Apolo foram os mais luxuosos do palácio, com uma parte do célebre mobiliário de prata. Em 1682, quando a corte e o governo se instalaram oficialmente em Versalhes, o salão de Mercúrio era o quarto de aparato. Para recordar esta função de origem, colocou-se o leito encomendado por Luís XIV durante a transformação de Versalhes em museu. No teto, Mercúrio no seu carro puxado por dois galos. A pêndula de autômatos foi oferecida a Luis XIV e a cada hora via-se aparecer a sua estátua e uma Fama descendo de uma nuvem.

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A Grande Galeria

O salão da Guerra, a Galeria dos Espelhos e o salão da Paz formam um conjunto cuja decoração é consagrada às vitórias militares e aos sucessos políticos de Luis XIV.

O salão da Guerra

No salão da Guerra são evocadas as vitórias de Luis XIV sobre as potências da guerra da Holanda e os tratados de Nimègue que puseram fim a esta em 1678. O grande medalhão evoca um episódio da guerra: Luís XIV é representado a cavalo e com um vestuário antigo, quando da passagem do Reno pelas tropas francesas, em 1672. Na lareira, vê-se Clio, a musa padroeira da História, escrevendo a história do Rei.

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A Galeria dos Espelhos

Luis XIV mandou colocar na Galeria dos Espelhos móveis de prata maciça que tinham sido desenhados por Charles Le Brun, mas este mobiliário foi fundido em 1689 para fazer face às custas da guerra. Era constituído por tocheiros, veladores e mesas para transportar archotes, grandes vasos, tudo finamente lavrado pelos melhores ourives da época.

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A galeria era um local de passagem para ir ao Grande Apartamento do Rei. Encontravam-se aí os cortesões que esperavam ver o monarca quando cada manhã ele ia à Capela e alguns deles aproveitavam para lhe apresentar um pedido. Quando ele recebia as embaixadas extraordinárias, mandava aí instalar o seu trono de prata, habitualmente no salão de Apolo. Decorreram aqui também grandes festas, bailes de cerimônia ou de máscaras dados em casamentos suntuosos. Um verdadeiro desbunde!

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No teto da Galeria dos Espelhos, há a ilustração da história do reinado de Luís XIV, como tema dominante, a guerra que o opôs à Holanda e aos seus aliados (1672-78) e a guerra de Devolução dos dire- tos da Rainha (1667-68). No centro, a arte O Rei governa por si mesmo, onde se vê Luis XIV, face grandes potências europeias, afastar-se dos prazeres e dos jogos para contemplar a coroa da imortalidade que lhe estende a Glória e que lhe designa Marte, deus da Guerra.

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O salão da Paz

Como o nome indica, este salão é totalmente consagrado à evocação da paz. A que sucede às guerras, a que instauram os reis da França a fim de legitimar o lugar dominante do seu país na Europa.

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O Apartamento do Rei

A partir da galeria dos Espelhos, é possível aceder a este espaço partindo da antecâmara do Olho-de-Boi (sala de espera para as cerimônias do despertar e do deitar do Rei), a sala dos Guardas do Rei e a antecâmara do “Grande Couvert” (a ceia que o Rei tomava em público). O percurso então prossegue pelo quarto do Rei.

O quarto do Rei

Em 1701, Luís XIV decidiu fazer desta sala o seu quarto de dormir. É aqui que o Rei Sol morreu em 1 de setembro de 1715. Depois dele, foi aqui que Luís XV e Luís XVI continuaram as cerimônias do despertar e do deitar do Rei. As arcadas da galeria foram fechadas e substituídas por uma alcova de veludo no inverno assim como todo o mobiliário e, no verão, de tecido de seda bordado com fios de ouro.

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O gabinete do Conselho

O antigo gabinete de Luís XIV e o seu gabinete das Perucas foram reunidos em 1755 e constituíram a atual sala do Conselho onde se vêem nos revestimentos de madeira medalhões que lembram o trabalho do Rei. É aqui também que Luís XIV aceitou em 1700 a coroa da Espanha para o seu neto, o Duque de Anjou cujo descendente atual é o Rei Juan Carlos.

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O Grande Apartamento da Rainha

A simetria característica de Versalhes encontrava-se na origem entre o Apartamento da rainha e o do Rei. Ambos tinham o mesmo número de salas; a decoração dos tetos era consagrada às mesmas divindades e planetas, e distinguiam-se somente pelos quadros das abóbodas que no Rei representavam figuras masculinas e na Rainha figuras femininas. É neste quarto que a Rainha dava à luz publicamente aos seus herdeiros do trono.

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O salão dos Nobres

A Rainha da França concedia neste salão as suas audiências oficiais e fazia-se apresentar às damas recentemente admitidas na corte. O mobiliário é o que foi concedido em 1785 para Maria Antonieta.

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A antecâmara do Grande Couvert

O seu nome vem do cerimonial a que se submete os soberanos que consistia em tomarem certas refeições publicamente. Uma das mais notáveis foi a que Luís XV e Maria Leckzinska tomaram aqui em companhia do pequeno Mozart em 1764.

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Os apartamentos das Mesdames

Só subsistem dos apartamentos das filhas de Luís XV, os apartamentos ocupados de 1769 até a Revolução pelas Mesdames Adelaide e Vitória. Diz a história que Luís XV descia todas as manhãs por uma escada secreta para o Apartamento de Madame Adelaide; muitas vezes, ele trazia e tomava aqui o café que ele próprio fizera. Madame Adelaide puxava um cordão da sineta que avisava Madame Vitória da visita do Rei… (imagine como a vida nesse palácio naquela época…)

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A Ópera

Inaugurada em maio de 1770, a ópera do palácio foi construída totalmente em madeira por medida de rapidez e de economia e para obter uma excelente acústica. A sua decoração é de falsos mármores e o teto representa o triunfo de Apolo, deus das Artes. In-fe-liz-men-te não conheci essa ópera, ou me passei ou ela tava fora da rota. Segue uma foto da sua imponência que peguei na internet. Fonte: Opera Online.

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No palácio ainda é possível fazer outros percursos e ver as Galerias Históricas, Os Apartamentos privados do Rei, Os Pequenos Gabinetes do Rei, Os Pequenos Apartamentos de Maria Antonieta, Os Apartamentos do Delfim e da Delfina e a continuação das Galerias Históricas de Luís Filipe.

Os Jardins do Palácio

Concebidos por André Le Nôtre, a partir de 1661, os jardins de Versalhes, tal como o palácio, são um museu na íntegra. Luís XIV foi o conceptor e desejava que fossem vistos como tal. Os jardins são considerados como o protótipo dos jardins franceses pelo seu estilo elegante, rico em “geniais ideias” artísticas e invenções cenográficas. 

Durante o tour no palácio, por algumas janelas, já é possível ver a suntuosidade e o deslumbre que o jardim causa, mas não se compara quando você desce e começa a explorá-lo. Se você começou o tour, de manhã, pelo palácio, certamente você irá começar a explorar os jardins no período da tarde. Você já estará um pouco cansado, faça uma pausa para um lanche ou almoço e prepare as pernas. Mas olha, vai ser difícil depois decidir qual a parte da visitação será a mais surpreendente e impactante. 

Jardins de Versalhes

eixo central do jardim, um enorme corpo de água, com mais de um quilômetro de comprimento, do qual todas as outras partes se organizam, oferece abertura e amplidão e conduz o olhar até o horizonte. No início deste eixo, está a imponente obra Lago de Latona, que representa a deusa com seus filhos, Diana e Apolo, que domina sobre as pias concêntricas que se elevam a formar uma pirâmide.  .

Jardins de VersalhesJardins de Versalhes

Desta fonte arranca a longa avenida chamada Tapis-Vert, que nos conduz ao grande Tanque/Lago de Apolo. Este vasto lago deve o seu lugar privilegiado ao fato de ter recebido uma decoração que trata do tema importante do programa mitológico, simbólico e político que é desenvolvido através dos jardins. Da mesma maneira que Luís XIV é identificado “deus sol”, também Apolo, surgindo das torrentes, corresponde ao nascer do sol e à aurora de um reino prometedor: rodeia o deus, no seu carro puxado por quatro cavalos, de quatro tritões e de quatro monstros marinhos. 

O conjunto do parque e dos jardins de Versalhes são um verdadeiro labirinto e, para além desse eixo central, uma infinidade de bosques, jardins, lagos, fontes e muitas obras de artes vão de descortinando aos seus olhos por detrás de muito verde. Tudo é muito bem cuidado, fascinante e encantador! E ainda com direito a trilha sonora. Sim, por todo o parque é tocado ópera. Dá pra acreditar?

No Lado Oeste do jardim, além de Lago de Latona e do Lago de Apolo (os dois principais, localizados no eixo central), tem o Jardim da Água, com dois lagos concebidos para valorizar a arquitetura do palácio, uma espécie de espelhos d’água.

Jardins de Versalhes

No Lado Norte, um declive natural desde do Jardim da Água até ao Lago do Dragão e de Netuno permite multiplicar os efeitos da água. Aqui também é utilizado o princípio da alameda central, desimpedindo a vista e ladeada de bosques enquadrados de sebes.

Nesta primeira foto, vê-se o Lago do Dragão ao fundo. A segunda foto, a alameda de Água que conduz ao lago do Dragão, é também chamada de Marmousets porque é balizada por vinte e dois grupos de crianças em bronze. A terceira foto é o Jardim do Norte, cujo decoração harmoniza-se com as esculturas de divindades marinhas que adornam as fachadas da ala do Norte.

Jardins de Versalhes Jardins de Versalhes Jardins de Versalhes

No Lado Midi, tem o Jardim do Midi, o Laranjal e o lago dos Suíços. Não tirei nenhuma fotos dessa parte dos jardins, mas irei colocar outras fotos aqui abaixo. É jardim pra não acabar mais, rs. 

Jardins de Versalhes Jardins de Versalhes Jardins de Versalhes Jardins de Versalhes  Jardins de Versalhes Jardins de Versalhes

As Alamedas e os Bosques

Afastando-se da alameda central, você irá encontrar as Alamedas e os Bosques, que são as partes arborizadas do jardim. As alamedas mais largas, mais compridas e, em ângulo reto, oferecem longínquas perspectivas que é de realmente suspirar! Outras, curvas ou diagonais, mais curtas e mais estreitas, penetram bosques adentro (oito ao Norte e seis ao Sul).

Jardins de Versalhes Jardins de VersalhesJardins de Versalhes

Contrastando com o rigor do exterior, a fantasia reina no interior, oferecendo a nós, turistas, a surpresa de diversos jogos de água no meio de salas cuja arquitetura e decoração de rochedos, de latadas está ainda mais embelezadas com inúmeras esculturas. É incrivelmente demais!

Jardins de VersalhesJardins de VersalhesJardins de Versalhes Jardins de Versalhes

O Bosque do Encéfalo

Este bosque é vizinho ao lago de Apolo e, juntamente, com o bosque dos Dômes, ilustram tendências da arte francesa na época de Luís XIV. Encéfalo, chefe dos titãs, revolta-se contra Júpiter. Para atacar o Olimpo, ele amontoa montanha sobre montanha; mas, fulminado por Júpiter, ele desaparece, sepulto sob os rochedos, lançando uma última imprecação que materializa o potente jato que sai da sua boca. 

Jardins de Versalhes

Ainda nas alamedas e bosques, você encontrará os lagos das Estações, a sala de Baile, o bosque da Colunata e o bosque dos Banhos de Apolo.

Os Trianons e o domínio de Maria Antonieta

Grand Trianon

Construídos em estilo italiano, com mármores de Carrara e de Languedoc, o Grand Trianon constituía a residência de lazer de Luís XIV e da sua família.

Grand Trianon Grand Trianon

Situado num recanto do parque, o Grand Trianon foi feito construir por Luís XIV, que costumava afirmar que o Trianon tinha sido feito para ele, enquanto que Versalhes era para a corte. Ele compreendia as salas para as recepções oficiais, o apartamento de Napoleão I (no qual tinham vivido as marquesas de de Maintenon e de Pompadour), o apartamento de Luís XIV, que viveu nele até a sua morte e o salão dos Espelhos.

Grand Trianon Grand Trianon Grand Trianon Grand TrianonGrand Trianon Grand Trianon Grand Trianon Grand Trianon Grand Trianon

Petit Trianon

O Petit Trianon e o seu parque estão indissociavelmente ligados à memória de Maria Antonieta, que foi a única rainha a impor o seu gosto pessoal a Versalhes. Oferecido em 1774 por Luís XIV, a rainha encontrou no seu domínio de Trianon um porto de tranquilidade e de intimidade. O Petit Trianon traduz o refinamento e a fantasia da arte de viver e do pensamento do séc. XVIII.

Petit Trianon Petit Trianon Petit Trianon

Foi no Petit Trianon que morreu, em 1764, Madame de Pompadour e logo converteu-se no lugar no qual o rei costumava transcorrer o tempo livre com a condessa du Barry. 

Petit Trianon Petit Trianon Petit Trianon

Petit Trianon

O único banheiro que vi nos três palácios…

O Grand Trianon, claro, que não tem a mesma arquitetura, mobília e opulência do palácio, mas não tem aquela multidão de pessoas, o que dá para explorá-lo como mais tranquilidade e passear pela propriedade no seu próprio ritmo, enquanto o Petit Trianon é bem menor e vale uma olhada rápida, apesar de estar bastante vazio por dentro, graças aos pesados ​​saques durante a revolução. 

Eu achei legar ver esses dois palácios, para ter uma ideia e tal, mas confesso que foi muito cansativo. Portanto, aproveite que você já está longe do palácio e dos caminhos principais no jardim, e descubra novas estátuas, fontes e praças escondidas, bem mais legais que os próprios mini palácios em si.

Caso você queira assistir ao espetáculo das fontes

Em frente ao palácio estão os mais espetaculares jardins formais de Versalhes, incluindo as fontes de água que datam da época de Luís XIV. Nos dias do reinado de Luís XIV, as fontes consumiam mais água em um dia do que em toda a cidade de Paris!

Infelizmente as lindas fontes dos jardins de Versalhes não ficam o dia inteiro ligadas. Hoje em dia, elas só são ligadas três vezes por semana, durante algumas horas por dia. De março a outubro, elas são ligadas aos sábados e domingos e nas terçasfeiras, do final de maio até o final de junho. Marque no relógio: à tarde (das 15h30 às 17h) e de manhã (das 11h às 12h).

Pegue um mapa grátis quando você entrar e confira:

  • Three Fountains Grove: a única exposição de bosques/fontes projetada pelo próprio Louis XIV. Procure os “rostos” feitos de conchas escondidas nas fontes.
  • A fonte do espelho (Basin de Miroir): se você gosta de fonte estilo ‘Las Vegas’ e sincronização de música. 
  • A bela fonte “Ball Room”, como retratada no filme A Little Chaos com Kate Winslet, Alan Rickman e aquele cara belga, disfarçado como num filme histórico.

Onde comer em Versalhes

Dentro do próprio palácio há um café (não lembro se também tem um restaurante), onde é possível fazer um lanche. Não é lá essas coisas, mas dá pra dar uma segurada. No meio do jardim, margeando o grande canal, há algumas opções de restaurantes. Eu almocei no La Flottille. É um restaurante muito bonito, eu adorei, maior astral! Veja mais fotos deles no site.

La Flotille

Outras informações sobre Versalhes

– Eu recomendaria estar em Versalhes quando eles abrirem às 9h, já com os ingressos comprados antecipadamente. Faça o tour de dentro do palácio primeiro e então passe o resto do dia explorando os enormes jardins e o Trianon. Se você chegar de manhã, que foi o meu caso, e eu até recomendo, pois dá para aproveitar bem o dia, saiba que a fila para entrar no castelo é enorme. Acho que é até maior que a do Vaticano. Se você não tiver paciência para esperar, para o lado direito, você pode entrar nos jardins (espera zero) e visitar o palácio à tarde, quando as filas são mais curtas.

– Eu lanchei e almocei no palácio (tem cafés dentro do palácio e restaurantes nos jardins). O café de dentro do palácio não é aquela coisa ótima. Caso seja interessante para você, traga um almoço/lanches para piquenique no jardim. Hoje eu faria isso. Eles anunciam que comida de fora não é permitida, mas isso não é aplicado.

– Uma outra opção é visitar Versalhes à tarde, quando as multidões são menores. Na alta temporada, o castelo fecha às 18h30 , então você tem muito tempo.

– O piso térreo tem principalmente exposições históricas, enquanto o verdadeiro (Hall of Mirrors, Queens Apartments etc) é tudo no primeiro andar. Talvez fazer um caminho possa ser uma boa opção para você que está cansado ou tenha filhos pequenos com você.

– Esteja ciente de que o Palácio é o mais movimentado às terças-feiras, sábados e domingos.

– Os guias de áudio são importantes pois eles revelam detalhes que não conseguimos gravar mesmo tendo lido antes sobre o palácio. Mas eu achei eles bem secos e, claro, carecem de histórias suculentas como as que Louis XVI não sabia como fazer sexo e que as pessoas aplaudiram quando The Sun King (Louis XIV) fez cocô. haha, coisas da humanidade.

Veja também: Como ir de Paris a Versalhes

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