Pierre Verger

Pierre Verger: O estrangeiro mais baiano que já existiu

Quem reconhece esse senhor aí em cima? É ele mesmo, Pierre Verger, o estrangeiro mais baiano que já existiu! Falar de Pierre Verger é um pouco chover no molhado para os baianos mais chegados à arte. Mas também nunca é muito lembrar sua importância para a firmação e disseminação da cultura afro brasileira no mundo.

O francês Pierre Fatumbi Verger era fotógrafo, antropólogo, etnobotânico, babalaô (guia espiritual de certos candomblés), Ojó Obá (um Oyê, um título de honra concedido a pessoas que se tornavam altos sacerdotes no culto de Xangô na África ou no candomblé no Brasil), Elemaxó (título é conferido aos iniciados para Oxalá) e detentor de muitos outros títulos hierárquicos e religiosos no Benin (África) e na Bahia, sem restrições a um meio, grupo ou contexto.

A sua obra abraça o mundo, tendo fotografado em mais de 50 anos muitos países, em especial a África Ocidental, alguns estados do Brasil, principalmente a Bahia, Salvador e o Recôncavo, destacando a vida cotidiana e espontânea. Verger é autor de um conjunto de 30 livros e inúmeros artigos sobre a vida e cultura afro-brasileira e suas profundas relações com o continente africano e, por isso, é considerado um dos mais notáveis intérpretes da nossa multiculturalidade.

Esse post é só um aperitivo. Breve vamos falar (e mostrar) a casa onde Pierre Verger morou em Salvador por décadas (fica no Engenho Velho de Brotas!), a Fundação Pierre Verger e todos os lugares de Salvador onde você pode apreciar as obras dele na cidade. Au revoir!

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