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Salvador, só você para nos fazer assistir a novelas | Segundo Sol

A gente já falou aqui que novelas não fazem a nossa cabeça. E que não estamos aqui pra fazer nenhuma crítica plausível sobre mais uma obra em série inverossímil da teledramaturgia brasileira. O que nos interessa na novela Segundo Sol é perceber como Salvador, a Bahia e os baianos estão sendo retratados. Vamos às nossas humildes observações:

TÁ LINDO

– As imagens aéreas! Salvador, você é linda, plural, um preciosidade geográfica e arquitetônica sem igual. É um regozijo te ver do alto, ainda que o seu maior atrativo, o frontispício que marca a Cidade Baixa e a Cidade Alta, denuncie o doloroso abandono dos casarões.

PODERIA SER MELHOR

– Natureza é natureza em qualquer lugar do mundo. Mas a verdadeira natureza da Ilha de Boipeba tá fazendo falta.

TÁ FEIO

– Tem muito “man”, né? Poderia ser substituído por “velho”, “véi”ou “rei”.
– “Desgraça”. Apenas, parem porque está ficando feio (pra gente). Em hipótese nenhuma essa é uma palavra cotidiana na Bahia. É um palavrão e dos piores. Aceitamos até um “disgraça”, mas em situações muito peculiares e os baianos bem sabem quais são.
– “Voinha”, “voinho”, “rampeira”, “cacarejância”… Ai, gente… eu nunca ouço isso.
– “Cuca de banana”? Foi a estreia do termo na Bahia.
– “Sacou”? (isso é coisa de sudestino!). “Barril dobrado”? Um pouco forçado… “Barril”, tudo bem.

OS ATORES

– A novela tem bastante negros, o problema é que eles não estão nos papéis principais, mas isso acontece em qualquer novela da Globo.

– Uma lástima o excelente ator baiano Jackson Costa (Lourival) tão mal aproveitado em um papel curto e irrelevante.

Vladimir Brichta (Remy) não é baiano de nascença, mas diz ser um “baiano autêntico”. Quanta decepção na trama, um baiano que não tem nada da Bahia. Está sendo um dos piores. Diferentemente da baiana Claudia Di Moura (Zefa) que está um primor.

Fabíula Nascimento (Cacau) tá ótima, uma das melhores. Um sotaque, entonação e malemolência maravilhosos. Quando ela coloca a touca, certamente foi inspirada na Chef Tereza Paim.

Arlete Sales, José de Abreu, Odilon Wagner (Naná, Dodô e Severo) não têm nada da Bahia. Estão muito ruins.

Débora Secco e Giovana Antonelli (Karola e Ariela): Também não têm nada da Bahia. Elas até se esforçam nas expressões, caras e bocas, mas a carioquice entranhada grita. Emanuelle Araújo, tinha que ser você!

Emílio Dantas, Armando Babaioff e Luis Lobianco (Beto, Ionan e Clóvis) estão muito bem. Os que melhores retratam o estereótipo baiano.

Chay Suede e Letícia Colin (Ícaro e Rosa) estão legais, o porém é a entonação dela à la “mustafary”.

E MAIS

– Ficou feio Fabíula Nascimento e Fabrício Boliveira (Cacau e Roberval) na praia do Rio com as Ilhas Cagarras ao fundo, passando como Porto da Barra. Faltou um pouco de zelo.

– Tadinho do Vitória. Até agora já peguei quatro referências do Esporte Clube Bahia: camisa, escudo, foto do time e a expressão “torcida do Bahia”.

– O “Baú do Beto” lembrou a lendária peça e o tributo “Baú do Raul”.

– Além das imagens encantadoras das igrejas, fortes, Av. Contorno, o trem do subúrbio, Feira de São Joaquim, a ponte de Plataforma, ainda mais legal é observar os pequenos detalhes baianos como o berimbau pendurado atrás da porta e um livro de Gregório de Matos.

– Quanto às expressões, são muitas as imbatíveis: “se saia”, “siga seu rumo”, “vou me picar”, “lenhada”, “tabaréu”, “lavar a jegua”, “se adiante”, “se plante”, “cavalice”, “pare de ser criança”, “discarado”, “joga duro”. Hahahha

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