Caixa Cultural Salvador

Um pouco das exposições “O Tempos dos Sonhos” e “Mariana” na Caixa Cultural Salvador

A gente já disse aqui que, infelizmente, ainda não temos um Centro Cultural Banco do Brasil para chamar de nosso mas temos a Caixa Cultural Salvador que ajuda a suprir essa lacuna com louvor. A Caixa Cultural tem uma programação plural e de qualidade, gratuita ou a preços acessíveis, proporcionando aos brasileiros o acesso a uma diversidade de manifestações da arte e da cultura nacionais, bem como estimula o intercâmbio cultural e a troca de experiências, patrocinando eventos de artistas de outros países.

Semana passada visitamos a Caixa Cultural e nos maravilhamos com duas exposições: “O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália” e “Mariana”.

“O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália” é uma mostra internacional inédita na América Latina, com obras originárias de um país tão distante e, ainda assim, com característica tão próximas às brasileiras, produzidas por artistas aborígenes daquele país, promovendo uma reflexão sobre os diferentes modelos coloniais e seus impactos na arte e na cultura dos povos.

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O “Tempo dos Sonhos” é a base da cultura aborígene e refere-se à criação do universo, o começo do conhecimento e de onde vieram as leis que regem o mundo. É também o início dos tempos, quando os seres supernaturais do passado nasceram dentro de sua própria eternidade. (Bardon, 1991). Essa concepção mítica, de “O Tempo dos Sonhos”, é mesmo vasta e pode dar origem a várias interpretações nos campos da religião e da antropologia.

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“O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália” tem a curadoria de Clay D’Paula, Adrian Newstead e Djon Mundine e fica em exposição até 30/09/18.

A exposição “Mariana”, do fotógrafo baiano Christian Cravo, traz 28 fotografias impressas em fine art que retratam as memórias humanas da maior tragédia ambiental do país: o rompimento da barragem de Fundão, que vitimou fatalmente 19 pessoas e desabrigou centenas de famílias em Mariana – Minas Gerais, em 2015.

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Nas ruínas dos lares, devastados em segundos pela onda de mais de 2,5 metros de lama e rejeitos de minério, Christian Cravo registrou durante três dias os vestígios das vidas varridas nos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Objetos, roupas e calçados enlameados, retratos cobertos pelo barro e casas destroçadas são fotografados em 28 obras que documentam a dor do desastre, ao mesmo tempo em que relevam a humanidade e beleza em meio à tragédia e o caos.

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As fotos da tragédia de “Mariana” nos faz olhar para dentro, perceber a fragilidade daquilo que parece enraizado, imutável, e, em um sopro, poder esvair-se em barro e dor. A exposição “Mariana” fica até o dia 21/10/18.

Essas duas exposições são belíssimas e, como arte, preenche e muito nos faz refletir. O que também amamos ver na Caixa Cultural foi a presença de crianças, alunos de colégio da rede pública visitando as exposições. É preciso destacar que a Caixa Cultural faz esse trabalho de estímulo da inclusão e cidadania, buscando trazer ao universo cultural alunos de escolas públicas, pessoas da terceira idade e com necessidades especiais por meio do programa de arte-educação Gente Arteira.

Caixa Cultural Salvador

A Caixa Cultural Salvador está localizada na Av. Carlos Gomes, 57, facilmente acessível a pé ou de transporte público de vários locais do Centro da cidade. Para quem chega de carro, ao lado há um estacionamento. Arranje um espaço na sua agenda, prestigie e encha sua vida de mais significados.

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