Baianas Caracterizadas

Baianas caracterizadas em receptivos e locais turísticos – Uma reflexão

Em cinco momentos diferentes, publicamos aqui no Diário de Salvador fotos de lindas baianas caracterizadas trabalhando.

A primeira foi uma baiana caracterizada de Iemanjá no aeroporto, recepcionando hóspedes de um hotel e nosso post foi na linha “…bem-vindo a Salvador”. O segundo post foi uma singela homenagem no dia 08 de março a duas baianas que trabalham em lojas no Pelourinho, às suas belezas, vestes, sorrisos e simpatias e o tanto que elas faziam de positivo para o nosso turismo e para a boa imagem da nossa terra, até mais que muitos ‘legalmente responsáveis’. O terceiro foi sobre o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. E o quarto e quinto post foram de baianas em duas Lavagem do Bonfim, tendo nesse último enfatizado o merecimento de um maior destaque delas pelo papel artístico, cultural e religioso que desempenham na festa.

Para todas elas agradeci a gentileza do registro, falei do blog e a da Praça Municipal foi a única que nos cobrou pela foto (era esse o trabalho dela).

Diante do debate que o trabalho de baianas caracterizadas provocou nos últimos dias, essencialmente, queremos ouvir, aprender e evoluir. E refletir. É legal tirar ou postar fotos de mulheres caracterizadas (brancas ou negras) trabalhando ou em festivos?

Sabemos que estamos diante de um tema complexo, visto que as baianas com seus trajes típicos, são ícones da Bahia e representam a nossa terra em todos os cantos do mundo, ao tempo em que, apenas em 2017 elas conseguiram se regularizarem como profissão. Também não queremos romantizar, jamais, a presença maior de mulheres negras em receptivos de festas e lugares turísticos mesmo que isso já faça parte da nossa cultura e imagem local, pois sabemos que nem todos possuem o mesmo nível de consciência de suas histórias e ancestralidade, nem sabemos as diversas necessidades de cada pessoa.

Lido, dialogado, refletido e tentado aprender, é o que temos feito. Por isso, nunca será demais ouvir reflexões de pessoas sensatas, mais envolvidas, e, principalmente, saber como essas mulheres se veem e se sentem fazendo esse trabalho. Da próxima vez que eu me encontrar com algumas delas, esse será o meu único pedido.

Qual a sua opinião sobre o assunto?

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