Casa do Rio Vermelho

Casa do Rio Vermelho: entre, e jamais sairá o mesmo

Adentrar a Casa do Rio Vermelho e beber na fonte de Jorge Amado. Isso, com certeza, mudará sua percepção, vivência e até mesmo o entendimento sobre o que é a baianidade. Muito mais que visitar a casa de um escritor baiano que tornou a Bahia internacionalmente conhecida, adentrar a Casa do Rio Vermelho é permear de forma intensa e, não menos, lúdica, imaginários, literaturas, histórias, canções que Constituíram a nossa identidade.

Casa do Rio Vermelho Casa do Rio Vermelho Casa do Rio Vermelho

Comprada em 1960 com o dinheiro dos direitos do livro “Gabriela, Cravo e Canela”, a Casa do Rio Vermelho é uma volta no tempo. É um mergulho nos costumes, na rotina, no delicioso mundo que Jorge Amado e Zélia Gattai viviam. Cada ambiente da casa revela a história, momentos marcantes, as viagens do casal.. A onipresença do amigo Carybé, inúmeras riquezas nos seus mais de dois mil metros quadrados, incluindo o jardim onde as cinzas de Jorge e Zélia estão depositadas, registros de cartras e visitas ilustres como Glauber Rocha, Pablo Neruda, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Sartre e Simone de Beauvoir, etc

Casa do Rio VermelhoCasa do Rio Vermelho

A Casa do Rio Vermelho conta com mais de 30 horas de vídeos e projeções e é impossível conhecer toda a história do imóvel e do casal de escritores em apenas uma visita, por isso o lugar merece uma visita guiada e paciente. Os leitores de Jorge, claro, terão uma felicidade maior nesta visita, quem não é, irá de arrepender de não ter o lido há muito antes.

Com a curadoria do (sempre) genial Gringo Cardia, tudo é muito cuidadoso e tocante. Um lugar imperdível, lindo e cheio de cultura. É voltar no tempo e parar no tempo. É se emocionar, se arrepiar, ficar sem palavras; é sair apaixonada pela família Amado, querer ler e reler seus livros e com um sentimento de amor e orgulho ainda maior por essa cultura e essa terra. É sair com o coração cheio de paz e, se você for da paz, pode entrar!

  Casa do Rio Vermelho

“A Bahia de Jorge Amado é terra da mistura e da mestiçagem. É preta, parda, índia, branca. É a terra da diversidade e da convivência de diferentes crenças e religiões. É também terra violenta e desigual, com seus coronéis, jagunços e pistoleiros; seus heróis do povo, suas mulheres guerreiras. É a terra dos sabores e cheiros, da dança, do suor; dos amores cheirando a sexo, cravo e canela. Terra habitada por uma gente que, mesmo na pobreza e na adversidade, sabe dar valor à vida, em tudo o que ela significa de luz e alegria.”

End: Rua Alagoinhas no 33, Rio Vermelho. Tel: (71) 3333-1919. Aberto de terça a domingos, das 10:00 às 17:00. R$20 e R$10. Quarta: Gratuito.

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