Cumpadre de Ogum

“Compadre de Ogum” de Jorge Amado no Espaço Cultural da Barroquinha

Deu vontade de ir e fui! E ontem adentrei a segunda ex-igreja de Salvador: a antiga Igreja da Barroquinha, que hoje é o Espaço Cultural da Barroquinha

Na Salvador dos meus sonhos, eu pegaria um metrô (enquanto eu não ver essa cidade toda interligada de metrô… ai, eu não sossego!) e saltaria na Estação Praça Castro Alves pra curtir esse espaço. Mas, infelizmente, tive que ir de carro, percorri uma enorme distância, engarrafamentos e ainda o diário tormento de (onde) estacionar.

Bem, chegando pela Praça Castro Alves, se você ganhar a simpatia do guarda do Cine Glauber Rocha (por que não rola uma parceria entre esses dois espaços?) para parar lá dentro, tá tudo lindo; se não, você vai ter que subir pra Avenida Carlos Gomes ou Praça Da Sé e só Jesus sabe onde você vai conseguir parar. No espaço tem um pequeno estacionamento, e chegar por baixo, pela própria Barroquinha, é uma boa opção, o único porém é o estado de degradação em que se encontra uma pedaço da rua que leva a este espaço: não existe mais asfalto, os buracos já estão tão fundos que, em breve, passar de carro estará quase impossível. 

A ideia desse espaço cultural é fantástica. Funciona nele um cinemafro (!), teatro, artes visuais, ayê, hip-hop, oficinas culturais, dança e arte sinfônica, tudo isso nas ruínas de uma antiga ex-igreja, que é algo, por si só, surreal.

Compadre de Ogum

Impressionante e um pouco triste é constatar que, em ambientes como este, praticamente apenas um nicho de pessoas participa em Salvador. Estavam lá, {aparentemente}, as pessoas mais alternativas, “mais livres”, levemente ligadas às artes e low profile da cidade. É uma grande pena ver que existe pouca comunhão entre as pessoas e os espaços em nossa cidade.

A peça Compadre de Ogum, baseada na obra de Jorge Amado fala de sincretismo religioso, convivência de credos e amizade, tudo isso na Salvador de 1950. É o tipo de raro oportunidade de voltar no tempo, relembrar a alma da nossa cidade, nossa baianidade, pensar e repensar infinitas coisas, tudo isso com muita arte, poesia e fantasia. Coisa maravilhosa!  

Compadre de OgumCompadre de Ogum

O espetáculo começou com um pouco de atraso. Advinha? Um ator principal estava preso no engarrafamento. E a lição que fica é: mesmo com todas as dificuldades, vá, vá de qualquer jeito! Os nossos problemas são de todos!

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