Crônica Soteropolitana

Crônica Soteropolitana

Saí do trabalho com o intuito de conferir uma exposição na Caixa Cultural Salvador, na Av. Carlos Gomes. Desatenta, ao invés de pegar a Ladeira da Montanha, subi pela Av. Contorno, que me fez pegar o Dois de Julho. Passando pelo largo, uma bandinha tocava uma música gostosa, da Bahia, que, infelizmente, não me recordo a melodia. Uma linda arte num grande painel me chamou a atenção, puxa, preciso registrar! Essa arte daria um post? posto no stories? que pena que não tem o nome do artista no muro. O sinal já havia aberto. Na Av. Sete, um enorme engarrafamento devido à reforma da rua. Tudo quebrado (logo mais, estava avistando o Beco das Quebranças). Passeios sendo alargados, um turbilhão de pessoas pelas ruas, camelôs ocupandos espaços que nem mais existem. Deu para observar todas as igrejas, lembrar dos velhos carnavais, registrar um “Roberta e Tali casaram e se endividaram!”, constatar muito tristemente que há uns dois anos blocos de concreto continuam em cima da mesma calçada (volte 13 posts). Até quando, Transalvador? Pegado o caminho “errado”, pensei, vou antes ver a exposição “Orixás da Bahia” no Espaço Cultural da Barroquinha. Um abençoado misteriosamente achou uma vaga no Glauber Rocha, que já estava cheio. Só pode ter sido as boas energias dos grandes baianos, com suas belas estátuas por ali: Gregório de Matos (você já ouviu Jackson Costa declamando seus poemas nela? se ligue!), Castro Alves, Dodô e Osmar. E assim desci as escadarias (já me deliciando com a essa “ex-igreja”, que amo), para conferir a exposição. Pequena, interessante, diferente de tudo. O mais legal nem sempre está ali exposto, converse sempre com o pessoal responsável. Ainda deu tempo de admirar a Fonte de Oxum Dandalunda Aziri Tobossi e um estacionamento ultra moderno no olho do centro antigo. Meu Deus. Na saída, mais admirada com o ‘europeuzinho’ Hotel Castro Alves. Êta Salvador! Até dei uma olhada na programação do Scream Festival mas não me instigou a ficar. Subi as escadarias por fora. Há umas lojinhas de couro legais ali. Seguindo, finalmente, para a Caixa Cultural, muitos policiais na rua, uma leve suspirada pelo Fasano e um íntimo regozijo em ver que ele e o Fera já estavam ali. “Fasano, meu filho, cadê você?” (Diário de Salvador, 2015). O horário da exposição já havia encerrado, mas deu para pegar um pouco da animação da Parada Caixa de Natal. Na Carlos Gomes, lindos grafites, “Mulher negra é a revolução”, “Resistir para existir”, um “Lula Livre” desatualizado na porta do PCO. Um engarrafamento me fez pegar uma outra rota, à qual me agraciou com a iluminação de Natal do Campo Grande. Tá assim, uma coisa de outro mundo. As da Europa tão quase perdendo. Não tou exagerando, acabei de voltar. Na longa volta pra casa, deu para conferir outras luzes de Natal pela cidade, seus desordenamentos, mais artes, feiras de rua, seu agito, ostracismo, seu renascimento, desconstrução e reconstrução. Após uma hora de viagem, estava em casa. A trilha sonora recente aleatória do Youtube tocou no caminho “Acredite se quiser”, Chiclete com Banana; “Jubiabá”, Geronimo e “Rosa”, Olodum. Ainda não sei o que a noite soteropolitana irá me revelar.

Confira fotos dessa crônica soteropolitana aqui.

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