Ferry Boat Salvador

Ferry-Boat Salvador | Pensar Salvador

Mais um verão batendo à porta e é impossível não pontuar algumas tormentas que só quem utiliza o serviço de transporte público do Ferry-boat Salvador sabe. De acordo com o governo do estado, nos últimos anos, sob gestão da concessionária Internacional Travessias, 49 milhões foram investidos em obras, docagens, tecnologia do sistema e demais melhorias (Fonte: Correio 24 Horas); todavia, entra ano, sai ano, o Sistema Ferry-Boat continua, para os usuários, o mesmo caos de sempre. Preços caros (houve reajuste em ago/19), filas enormes, tempo de espera de quatro, cinco horas, quando em dias normais. No Ano Novo e carnaval, por ex, é quase inacreditável mas o baiano há décadas continua passando sete, oito horas na fila. Pedestres, motoristas, ninguém escapa. No pátio de carros sobra cimento e mato e falta verde para amenizar o calor da via crucis.

Ferry Boat Salvador

A hora marcada, já falamos aqui, é muito boa para quem compra e é importante termos essa opção. Para a Internacional Travessias é ótimo porque ela lucra mais. Mas é um fato: é algo muito injusto para quem não pode pagar (ainda) mais caro, comprar antes e precisa pegar a fila de carros na hora. O tempo de espera que já é longo, aumenta consideravelmente. Nos ferries mais antigos com poucas vagas para carros, as vagas disponibilizadas para a hora marcada e para as prioridades já são quase o bastante para enchê-los. Mesmo em datas especiais, nem sempre é uma realidade ferries saindo de meia em meia hora. Os ferries que pegam mais carros como o Dorival Caymmi e o Zumbi dos Palmares são de enorme valia, mas eles não são o bastante. É preciso haver muito mais.

A Baía de Todos os Santos não liga apenas Salvador à Vera Cruz e à Ilha de Itaparica. Liga Salvador ao Recôncavo Baiano, ao Baixo Sul da Bahia e a outras localidades. Para além dos passageiros que sofrem diariamente nessa travessia, Salvador, todos sabem, é cercada de água e é impraticável a massa do seu acesso por carros, caminhões e o escoamento de cargas, mercadorias para o Porto se dar apenas pela BR-324. As limitações do ferry-boat afetam o turismo na Ilha, a vida de milhares de baianos e é principalmente um limitador de desenvolvimento para o estado. Vem, Ponte!

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