Foto ou Historia

Foto ou história?

Se alguém me perguntasse o que é mais difícil em manter um blog, eu diria que, para mim, é tirar fotos. Mesmo, particularmente, não gostando de sair em fotos, minha maior dificuldade é fazer registros fotográficos. Aqui em Salvador ou em qualquer outro lugar. Não gostaria de perder tempo ou me preocupar com isso. Não tem curso, dicas de experts, amigos ou o mais novo IPhone que dê jeito. Permear entre o superficial apelo estético do Instagram e as infinitas descaracterizações, recortes e manipulações da realidade só pioram as coisas.

Ainda que esse trabalho de produção de conteúdo de locais e viagens exija fotos, sou aquela pessoa que passeia no Pelourinho e faria uma viagem internacional sem tirar uma foto sequer. No Brasil, já foram diversas. As fotos, claro, são registros de recordações importantes, mas a minha onda mesmo é observar, sentir e viver o momento, as experiências, as pessoas, de forma mais presente e intensa possível, olho no olho, cara a cara, não deixando nada escapar aos olhos, à mente e ao coração. E, depois, escrever.

Numa época em que tantas pessoas e viajantes saem ensandecidos em busca do ângulo perfeito, da golden hour, do lugar mais instagramável do mundo, e, ainda assim, manipulá-lo (com intuito de enganar o quê, quem?), para ganhar curtidas que ninguém vê, comentários inócuos que quase ninguém lê e para apenas marcar que esteve ali; escolho explorar e me conectar mais a fundo à história e vivências de cada lugar, de cada situação, a me conhecer melhor (se você não volta diferente de qualquer viagem, você nem saiu de casa), enfim, a aprender, a evoluir, a, simplesmente, viver.

E você, o que prefere para as suas viagens?

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