Grandes Abolicionistas Baianos

Grandes abolicionistas baianos

A abolição da escravatura ~formalmente~ advinda com a Lei Áurea, foi fruto de uma intensa mobilização e luta de grupos escravocratas, abolicionistas e personagens históricos. Entre os principais nomes atuantes no abolicionismo brasileiro, destacamos quatro baianos:

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Luís Gama: Advogado e jornalista, o baiano Luís Gama era filho de um fidalgo português e da africana Luísa Maheu, de Nagô, que diversas vezes foi presa por estar envolvida com insurreições de escravos. Luís Gama teria sido vendido como escravo, de forma ilegal, pelo seu pai, aos 10 anos. Foi um símbolo do movimento pela abolição em SP, tendo sido responsável pela libertação de mais de mil escravos cativos.

André Rebouças: Filho de um advogado mulato e da filha de um comerciante, o engenheiro baiano André Rebouças engajou-se no movimento abolicionista ao lado de outros defensores. Monarquista ligado ao Imperador Dom Pedro II, a partir de 1872 dedicou-se integralmente à abolição da escravatura, ajudando a criar a Sociedade Brasileira contra a Escravidão e a Confederação Abolicionista. Publicou diversos artigos em jornais contra o trabalho servil, propondo a conciliação entre as classes.

Ruy Barbosa: Redigiu o Projeto Dantas, precursor da Lei dos Sexagenários, tornando livre todos os escravos a partir de 65 anos. Seu texto não foi aprovado pela Câmara porque propunha a liberdade dos escravos a partir dos 60 anos, sem que houvesse indenização aos proprietários, o que causou revolta dos senhores. Foi aprovada então a Lei Saraiva-Cotegipe, menos abrangente. Desde os tempos de estudante participou ativamente nas campanhas de combate à escravidão.

Castro Alves: O Poeta dos Escravos e da Liberdade fez de seus versos palavras fortes na luta pela abolição da escravatura. Em 1868, em um gesto de coragem, fez uma apresentação pública onde estavam diversos senhores de escravos, do poema “Tragédia no Mar”, que viria a ser o atual “O Navio Negreiro”. A obra é uma crítica ferrenha aos maus-tratos a que eram submetidos os negros, desde a captura até sua utilização desumana nos latifúndios.

Fonte: Portal Geledes e Brasil Escola

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