Museu do 11 de Setembro: A história e detalhes da impactante tragédia

Museu do 11 de Setembro: A história e detalhes do ataque terrorista em NY. Imperdível!

O Memorial e Museu do 11 de Setembro dá testemunho solene dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e de 26 de fevereiro de 1993, homenageando as quase 3.000 vítimas desses ataques e aqueles que arriscaram suas vidas para salvar outras. Demonstrando as consequências do terrorismo nas vidas dos indivíduos e seu impacto nas comunidades local, nacional e internacional, o Museu do 11 de Setembro foi um dos museus mais marcantes e emocionantes que já visitei. Levei cerca de três horas mas poderia facilmente ter sido cinco, de tão envolvidos e chocados que ficamos com o que vemos. Ter vivido os tempos dessa história e ter sido quase uma testemunha ocular dessa tragédia nos faz ainda mais abalados e impactados diante de sua magnitude.

“Em 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas que eram membros da Al Qaeda, uma rede extremista islâmica, sequestraram quatro bases comerciais na Califórnia logo após suas partidas dos aeroportos de Boston, Massachusetts, Newark New Jersey e Washington, DC. Em um ataque coordenado que transformou os aviões em armas, os sequestradores levaram intencionalmente dois dos aviões para as Torres Gêmeas do World Trade Center e outro para o Pentágono em Arlington, Virgínia. Sabendo sobre os outros sequestros por telefone, os passageiros e tripulantes do quarto avião lançaram um contra-ataque. Enquanto os passageiros atrapalhavam outros sequestradores de invadir a cabine, o piloto sequestrador, que havia mudado o rumo do avião para a capital do país, fez o avião cair no Condado de Somerset, Pensilvânia. Quase 3.000 pessoas foram mortas naquele dia, a maior perda de vida resultante de um ataque estrangeiro em solo americano e a maior perda de pessoal de resgate na história americana. Estima-se que cerca de dois bilhões de pessoas, ao menos um terço da população mundial, tenham testemunhado esses eventos terríveis diretamente ou via televisão, rádio e pela Internet naquele dia”. [Texto com um resumo da história dos atentados na entrada do museu].

O Memorial e Museu do 11 de Setembro fica exatamente na localização dos antigos prédios do World Trade Center. O memorial é um espaço aberto ao público com duas grandes fontes que formam cascatas infinitas no exato espaço onde ficavam as Torres Gêmeas. Quão significativo são essas águas que caem de forma intermitente em um profundo buraco negro? Nas extremidades das duas fontes estão gravados os nomes de todas as vítimas relacionadas ao ataques terroristas de 11 de Setembro: os dos dois prédios do World Trade Center, os socorristas, o WTC de 1993, o Pentágono e todos que estavam a bordo dos vôos 93, 175 e 77.

Já o Museu do 11 de Setembro foi construído a 21 metros de profundidade, sendo que uma das suas paredes é a própria barreira de contenção do rio Hudson erguida à época da construção do Word Trade Center na década de 1960. Ele fica no subsolo, sob os locais e dentro das fundações das antigas Torres Gêmeas.

O museu é composto por objetos, peças, itens pessoais e partes estruturais retirados dos escombros dos edifícios, além de vasto material audiovisual que retratam os fatos do triste episódio. No início da visita impressiona os registros fotográficos daqueles que foram testemunhas oculares dos impactos dos aviões nas torres. É uma profusão de imagens de pessoas incrédulas, assustadas, estupefatas, desoladas e apreensivas com o que estava acontecendo, o que já insere o visitante no ambiente de fortes emoções.

Você ouvirá chamadas telefônicas e correios de voz dos que estavam dentro das torres depois de serem atingidas. A repercussão do atentando e comentários de quem acompanhava no mundo inteiro. E uma das coisas mais assombrosas: filmagens de câmeras de segurança dos aeroportos em que os terroristas embarcaram nos aviões. Tudo no museu é voltado para o visitante relembrar o dia 11/09/2001 e é exatamente assim que ocorre. A impressão que se tem é estar vivendo ainda aquela manhã. A visão do carro de bombeiro totalmente destruído pelas fortes temperaturas, da enorme viga de ferro retorcida ao meio, do motor incinerado de um dos elevadores de um das torres demonstram a gravidade do ataque terrorista.

Diferente dos museus com exposições antigas e estáticas, este é um museu de uma tragédia real e atual. Você ouvirá histórias dos primeiros socorristas, o telefonema de um homem para sua mãe, deixando-a saber que não foi a sua torre atingida e que ele irá ligar de volta mais tarde… Verá fotografias e informações pessoais sobre cada uma das 2.983 vítimas. Seres humanos que pensaram que era apenas uma terça-feira normal. E, inevitavelmente, você se lembrará do que estava fazendo naquela manhã de 11 de setembro de 2011, quando viu ou ouviu as notícias e quase não acreditar… já se passaram 18 anos! 

→ Os detalhes do Museu do 11 de Setembro

Logo no saguão principal do museu, você verá duas estruturas gigantes que faziam parte da fachada das Torres Gêmeas. O pavilhão do museu foi construído em torno delas devido ao seu tamanho. A foto abaixo mostra o colossal Hall da Fundação (Muro da Fundação) do WTC e sua importância por ter evitado uma tragédia ainda maior, como um possível rompimentos dos lençóis freáticos do Rio Hudson. Leia sobre essa incrível história aqui.

Esta Coluna da Torre Sul retirada dos escombros do WTC é uma das imagens mais fortes do museu. Ela ficava no centro da Torre Sul, provavelmente entre os andares 30 e 33. Durante o colapso da torre, tensões extremas fizeram com que esse pedaço de aço de várias toneladas se dobrasse sobre si mesmo. Três das quatro soldas que seguravam a coluna se abriram. 

As Escadas da Vesey Street, localizadas na extremidade norte do WTC resistiram ao colapso do 11/09. Durante a operação de limpeza, que incluiu a demolição das escadas rolantes e o que restou de dois edifícios próximos, WTC 5 e WTC 6, as escadas foram programadas para a destruição até que um processo federal de revisão envolvendo defensores da preservação, sobreviventes e outros defensores finalmente garantisse que esse remanescente simbólico, agora conhecido como Escadas dos Sobreviventes, seria salvo. Elas foram o caminho para a liberdade de muita gente. 

Na foto abaixo, os restos da escada de Vesey Street: as “Escadas dos Sobreviventes” – a escadaria no extremo norte do WTC que salvou centenas de pessoas ao fugiram por ela. Para alcançar as escadas, muitos tiveram que atravessar destroços que já caía da Torre Norte. “Saiam para o Plaza, desça este conjunto de escadas e depois corra, corra o mais rápido que puder”. – Dayid Rin, Departamento de Emergência de Nova York.

No registro abaixo, a Coleção de Cartazes de Pessoas Desaparecidas após o atentado, presente de familiares, instituições de caridade e de hospitais de Nova York. Nos dias seguintes ao 11 de setembro, parentes e amigos daqueles que não retornaram do trabalho colocaram panfletos de pessoas desaparecidas em hospitais, centros de assistência familiar e locais públicos em toda a cidade. Como a esperança para os sobreviventes desapareceu, os próprios cartazes de desaparecidos se tornaram memoriais.

Outra imagem impactante do museu é a chamada Última Coluna. Já havia visto ela em fotos mas nunca soube o que havia por trás da imagem. Ela foi a última viga de aço removida do Marco Zero após nove meses dos trabalhos de remoção dos destroços. Está coberta de lembranças, inscrições e até fotos de pessoas desaparecidas. 

Uma citação da Eneida de Virgílio é a peça central do trabalho do artista Spencer Finch intitulado “Tentando lembrar a cor do céu naquela manhã de setembro”. A arte é composta por 2.983 peças, uma para cada vítima, e cada uma pintada com um tom diferente de azul representando a tentativa do artista de lembrar a cor do céu em 11 de setembro de 2001. As letras da citação são forjadas a partir do aço recuperado do próprio WTC.

“Nenhum dia deverá apagá-lo da memória do tempo”

O que restaram das antenas de rádio que ficavam no topo da Torre Norte do WTC.

Como numa espécie de desfecho dos ataques terroristas do 11 de Setembro, há um quadro com a farda usada pelo militar da marinha americana quando da captura do terrorista Osama bin Laden, um registro fotográfico do momento em que o presidente Barack Obama juntamente com sua equipe receberam a notícia da morte de Bin Laden e um tijolo da casa do terrorista, quando da sua demolição no Paquistão. 

No museu, há também um salão com a exposição histórica dos atentados, em que fotografia não é permitida. A exposição é bem profunda e orienta você pelos eventos que levaram ao atentado do 11/09/2001 e pelo colapso da vida depois. Há informações sobre os terroristas e as suas jornadas de anos para se tornar pilotos por um dia e terroristas para a eternidade. Simplesmente im-per-dí-vel!

O Memorial e Museu do 11 de Setembro está localizado no local do antigo complexo do WTC, na baixa Manhattan, Greenwich St, 180 (Metrô: Versey – Linha Azul ou Cortland St – Linha amarela)  e funciona de todos dias da semana, sendo que de segunda à quinta-feira e aos domingos, das 9h às 20h e às sextas e sábados, das 9h às 21h. O ingresso para adultos é U$ 24 e você pode comprar antecipadamente aqui.

→ A visita do Blog Diário de Salvador ao museu foi uma cortesia do Memorial e Museu do 11 de Setembro, a quem imensamente agradecemos a oportunidade de conhecê-lo e divulgá-lo em nosso site.

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[…] é muito respeitoso, sereno e um lugar que merece ser visitado. Veja nosso post completo sobre o Museu do 11 de Setembro. As filas para o museu são grandes, por isso vale reservar com antecedência, detalhes aqui. […]

Daniele Santos
Visitante

Simplesmente ameeei esse seu post!! Quero ir pra Nova Iorque ano que vem e to na fase de pesquisa. Ler esse texto caiu como uma luva! Hahaha…