Noite da beleza negra: a noite da suprema beleza

Noite da beleza negra: a noite da suprema beleza

Finalmente chegou nosso dia de conhecer a Noite da Beleza Negra! E tudo começou da melhor maneira possível, subindo a pé a íngreme e icônica Ladeira do Curuzu para chegar à Senzala do Barro Preto, centro cultural do Ilê Aiyê, que além de funcionar como espaço de ensaios tradicionais do bloco, há desenvolvimento de diversos projetos sociais voltados à população negra. A Senzala estava lotada, pessoas concentradas nas ruas, sacadas e janelas. O Curuzu e a Liberdade estavam em festa!

A expectativa era enorme para conhecer a nova Deusa do Ébano, que ocupará o posto de Rainha do Ilê Aiyê em 2019 e que tem a missão de levar ao público todo encanto e consciência que a mulher negra necessita para elevar sua auto-estima e censo crítico. Porém, a noite foi grandiosa e girou também em torno de três grandes homenagens: os 40 anos do concurso, os 45 anos do bloco e os 10 anos sem Mãe Hilda, iyalorixá que deu o nome de batismo e definiu a linha filosófica do Ilê e mãe biológica de Vovô do Ilê e de outros fundadores do bloco.

Noite da beleza negra: a noite da suprema beleza

Com o tema Afrofuturismo, a 40ª Noite da Beleza Negra foi encantadora. Uma noite épica, com lindas mulheres negras adornadas, de belezas marcantes e diversas, do chão ao palco, muita música e a presença maciça de diversas referências negras da cidade. Maíra AzevedoRita Batista, Wanda Chase, Dan Ferreira, Macalé, eram apenas algumas.

Desde a primeira batida de tambor, com a entrada triunfal das candidatas dançando, seus comoventes desfiles individuais ao gran finale, com o anúncio da ganhadora, Daniele Nobre, após oito tentativas, aos shows de Lazzo Matumbi, Daniela Mercury, Gilberto Gil e Caetano Veloso, foi uma sequência de cores, beleza, emoção, afirmações e mensagens que vão muito além do que é dito e visto.

Daniele Nobre – Deusa do Ébano 2019 – Foto: André Frutuôso

Caetano Veloso na Noite da Beleza Negra

Não é à toa que o Ilê Aiyê é o mais belo dos belos. Sua beleza estética é exuberante e esplendorosa, mas ainda mais belo é a sua missão ao sedimentar a autoestima na comunidade negra de Salvador e propagar a cultura afro-baiana para os mais diversos pontos do mundo. Viva o Ilê Aiyê, a pérola negra da Bahia!

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