Futuro Carnaval Salvador

Cinco fatos que dão uma ideia para o futuro do Carnaval de Salvador

De forma breve, destacamos cinco coisas significativas que estão em curso no nosso carnaval e que dão uma ideia de futuro para o Carnaval de Salvador:

1) A entrada definitiva das fantasias e adereços carnavalescos na festa, o qual mudou completamente a estética das ruas e o comportamento das pessoas.

2) A tímida chegada de bloquinhos no pré-carnaval, que acena para novas possibilidades como maior abrangência física desse carnaval e o atendimento de uma boa parte da população que não se enquadra no atual modelo e aspiram por um carnaval de rua mais genuíno, diverso, barato e com maior liberdade.

3) Que a axé music não é mais o estilo musical exclusivo da festa e que outros ritmos/artistas de fora e baianos (gloriosamente!) já ditam outros swings no carnaval, vide Baiana System, Afrocidade, etc.

4) Que os blocos culturais afros, de afoxé, indígena, negros, etc, precisam estar, cada vez mais, em evidência porque são eles que nos fazem únicos no Brasil e no mundo e jamais passarão, pois são imunes a “músicas e artistas” que, inevitavelmente, um dia, irão “passar”.

5) Que não temos mais um carnaval tão segregado e elitista, com um paredão de pessoas separando pessoas de pessoas e nem é preciso pagar caro para ficar mais perto do seu artista, afinal, hoje, muitos cantam “de graça” para a pipoca. Essa conjuntura (artistas/blocos privados assumindo o risco do SEU negócio + cordeiros) forjou nosso modelo de carnaval, nos projetou nacional e internacionalmente e é inegável sua importância histórica. Contudo, novos tempos trouxeram, junto com a “baixa” da axé music, a reflexão desse apartheid social (que já vem dos primórdios do nosso carnaval). E muitas coisas, de fato, precisam ser postas em xeque. Hoje temos poucos blocos com cordeiros, eles devem acabar? Trios sem cordas é um caminho sem volta? Carnaval é um local também para se proibir e tolir liberdades individuais e coletivas? Temos, hoje, um carnaval mais democrático e igualitário nas ruas à custa de MUITO dinheiro público porque artistas não cantam de graça, mas esse modelo é aceitável pela sociedade e sustentável? Qual seria o melhor modelo para o futuro do Carnaval de Salvador? E para o futuro de Salvador?

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