Uma breve análise das apresentações de Durval, Bell, Oito7Nove4 e Saulo no réveillon de Maceió

Passei o réveillon 2016 em Maceió, e vou aproveitar para fazer uma breve análise dos shows de alguns cantores baianos que se apresentaram por lá durante as festas do réveillon na cidade.

DURVAL LELYS: Para o porte da apresentação, achei que fez um show rápido. Passou um pouco a sensação que estava de passagem em cima do palco, foi uma apresentação realmente rápida e sem muita empolgação. Quem já acompanha/acompanhou Durval em outras apresentações, como Trivela e Me Abraça, por exemplo, a entrega de Durval é mais forte. Com um eterno espírito e abordagem jovens, que frisa-se não é um defeito, seu foco maior é o público juvenil que vai chegando. Acho uma grande pena, pois ainda existe um grande público que adora/adorava Durval e o Asa de Águia e que o prestigia há quase três décadas. Acaba que parte desse público se sente um pouco “desamparado”, rs e todos saem perdendo.

BELL MARQUES: Surpreendeu. Interativo, esforçado, mostrou que ficaram para trás seus tempos de rei absoluto da axé music. Mostrou muito carisma, entusiasmo e o show convenceu. Mesmo evitando em muitas músicas falar a palavra “chiclete”, também não se furtou de citá-la em momentos realmente necessários. Bom pra ele. A única chateação, que não é de agora, é repetir três ou quatro vezes seguidas músicas como Voa Voa (enjoada), Diga Que Valeu (ótima) e 100% Você (?). Com um vasto repertório de músicas incríveis, poderia há tempos diversificar mais seus shows e sair de uns massantes lugares comuns.

OITO7NOVE4: Jovens e bem esforçados, gritam e interagem para fazer o tempo inteiro um show ‘eletrizante’ e animado. Com um repertório bem jovem, que vai  de A a Z, cantam todo o tipo de música e tentam mostrar que estão atualizados e se adequam a todos os gostos e estilos; legal isso. Ainda iniciantes, ainda não encontraram sua identidade na música baiana.

SAULO: Sensível, começou o show com “Minha Sereia”, numa clara homenagem à cidade de Maceió e foi surpreendendo e arrebatando todos até o final. Educado e sem igual, pedia por gentileza para levantarem as mãos e agradecia por isso. Cantava, recitava e embalava a Bahia, cantando e se empenhando para mostrar a beleza e sonoridade das suas músicas. E, em quase todas, fez a gente sentir aquele amor e um orgulho retado da nossa terra e transbordar de emoção. Centrado, espiritualizado e consciente de sua arte, Saulo, que neste carnaval não fez a parceria com Ivete no Coruja, que dizem, causou um certo desconforto, realmente desponta, independente e com personalidade, como um alento pra nossa música baiana.

Uma coisa é visível: a música baiana e os cantores baianos continuam arrebatando multidões pelo Brasil afora!

Foto: Reprodução/Internet

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