Uma breve reflexão sobre os "cadeados do amor" em viagens

Uma breve reflexão sobre os “cadeados do amor” em viagens

Neste dia romântico, uma breve reflexão sobre a celebração do amor através dos “cadeados do amor” em viagens.

Desde 2008, a Pont des Arts, em Paris, era um dos locais mais românticos do mundo para a troca de votos de amor, com a tradição dos cadeados de amor fechados nas grades (ou em outros cadeados) da ponte por casais jurando fidelidade antes de jogar as chaves no Rio Sena.

Cadeados do Amor 

Em 2015, com o colapso de uma grade e o risco iminente de acidente, mais de 45 toneladas de cadeados foram retirados da ponte e as grades cobertas por uma proteção de acrílico. Porém, o movimento já havia se espalhado para as pontes vizinhas, postes, torres, bancos e qualquer outro lugar onde fosse possível ou não imaginar. A poluição é geral na cidade. Até no topo na Torre Eiffel existem e já foram retirados cadeados.

 

A verdade é que não é unicamente o clima de romantismo e paixão que permeia Paris que explica os cadeados. Prova disso é a proliferação nas outras cidades em todo o mundo. Quem viaja sabe e vê cadeados em qualquer lugar onde existam grades (até cercando monumentos históricos). A Millennium Bridge, com uma bela estrutura metálica, em Londres e a Ponte de Ferro em Frankfurt, por ex, estão ficando tomadas – e horrorosas. No Brasil, há presença de cadeados nas Cataratas do Iguaçu (combina isso?).

A Ponte de Ferro (Eiserner Steg) em Frankfurt é o principal ponto de ligação entre as duas margens do rio Main

Certo que nada precisa ter exagero e é importante deixar rolar a imaginação, espontaneidade e a liberdade; há outras formas de “demonstrar” seu amor sem prejudicar e poluir monumentos históricos de qualquer cidade. Não achamos mesmo que esses cadeados combinem nem com as pontes de Paris. As pontes já são lindas e maravilhosas. A (pesada) intervenção humana é que tira sua beleza. O amor está no ar em cada canto da cidade e nunca precisou de cadeados. Será mesmo romântico e válido poluir e destruir grades, colocar peso extra nas estruturas, só por causa de uma suposta (e duvidosa) conotação amorosa?

Fotos: Paris/2014

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