Casa de Anne Frank - Amsterdam

Visitando a Casa de Anne Frank em Amsterdam

A Casa de Anne Frank está localizada no bairro de Jordaan e fica no belo canal Prinsengracht, ladeado por uma colorida casa flutuante e ao lado da Westerkerk, a igreja que Anne menciona em seu diário. De um pequeno espaço no sótão, uma parte da torre do relógio da igreja poderia ser vista e essa era uma das únicas visões do mundo exterior disponíveis para a família dentro do anexo secreto.

Casa de Anne Frank em Amsterdam

Do lado de fora, a Casa de Anne Frank, quase passa batida e tem até pessoas que procuram mas não a acham. Se não fosse pelas pessoas tirando fotos na frente e a fila do lado de fora para entrar, você provavelmente passaria sem dar uma segunda olhada. A frente deste prédio abrigou os dois negócios de Otto Frank (pai de Anne) durante a guerra. O piso inferior era o armazém, o segundo andar, os escritórios, o terceiro andar, o depósito, e nos fundos desse andar ficava a entrada do anexo secreto.

Casa de Anne Frank em AmsterdamCasa de Anne Frank em Amsterdam

O museu disponibiliza panfletos (tem em português), onde é possível ter uma ideia da experiência dos Franks. Mas nada substitui, antes, a leitura do Diário de Anne Frank ou outro livro escrito depois da guerra detalhando a vida cotidiana e as mortes prematuras das pessoas escondidas no anexo para conhecer e tentar imaginar os horrores que toda aquela família sentiu na pele. Sério, não adianta visitar essa casa se você não tem ideia do que ocorreu antes nesse local.

Eu fiquei tão absorvida nessa visita, que não tirei nenhuma foto de dentro, nem mesmo no seu início, onde tem algumas fotos de Anne e um pouco da sua história.

Casa de Anne Frank em Amsterdam

Bem, a visita à Casa de Anne Frank começa no armazém e escritórios nos dois primeiros andares. As paredes desses salões estão decoradas com memórias e fotografias da família Frank e da família de comerciantes que ajudaram a mantê-los seguros até a captura. Alguns televisores transmitem curtas-metragens sobre a época e entrevistas com os que ainda viviam depois da guerra e interagiram com os membros do anexo secreto durante a guerra. Caminhando por esses tristes corredores e salas quase vazias, é impossível não se comover com absolutamente tudo que vai se descortinando ao longo do caminho.

Após a reprodução dos quartos do anexo secreto que foram montados com a ajuda de Otto Frank, o único sobrevivente remanescente depois que as famílias foram capturadas, o tour segue para o depósito onde ficava a entrada escondida do esconderijo das famílias. Uma foto na parede mostra como era a sala em 1954, que hoje não parece muito diferente e tudo parece muito real.

Segundo informações do folder do museu, os quartos do anexo secreto estão vazios a pedido de Otto Frank. Depois que as famílias foram presas, a maior parte do conteúdo do anexo foi roubada ou destruída. Os únicos equipamentos restantes são o banheiro, o balcão de pedra e a pia da cozinha. A luz fica mais escura no interior do anexo e todos os visitantes percorrem os quartos de forma calma e respeitosa. A atmosfera sombria dentro do anexo tornou a experiência ainda mais emocionante, principalmente nas salas onde oito pessoas dormiam, cozinhavam, brigavam, faziam as pazes, rezavam pelo fim da guerra e ainda tentavam viver o mais silenciosamente possível… que sensação terrível.

Uma estreita escada levava a quartos ainda mais minúsculos no segundo nível do anexo. Esse era o sótão onde Anne passava o tempo com seu primeiro e único amor, mas ele estava fechado e não consegui saber se era de forma temporária ou definitiva. Conhecer e andar pelos mesmos lugares em que a pequena Anne e sua família viveram em circunstâncias tão adversas e perigosas, foi de revirar o estômago e tocar o coração.

Ao sair do anexo, há uma continuação do museu com a história do ataque ao anexo secreto, as prisões subsequentes e descrições (quando conhecidas) sobre o que aconteceu com cada um dos que estavam escondidos quando foram enviados para campos de concentração separados. Por fim, a área de exposição leva a um pequeno quarto onde o diário real de Anne é mantido, juntamente com páginas de seus outros escritos preservados por trás do vidro. Um vídeo com uma entrevista de Otto Frank descreve como o diário de Anne foi salvo por um dos funcionários da empresa e acabou sendo publicado depois que Otto retornou a Amsterdam para ver se alguém de sua família havia sobrevivido.

A Casa de Anne Frank atrai quase um milhão de visitantes todos os anos e você pode comprar os ingressos com antecedência no site do museu e evitar uma fila longa na hora. Custo: 10 €. Com os ingressos em mãos, você entra por uma entrada separada para o museu. Eu me arrependi de não ter comprado antes e tive que esperar um bom tempo para entrar. Valeu a pena cada minuto, mas se você sabe que dia e hora gostaria de visitar, reserve seus ingressos com antecedência. Eu não posso imaginar alguém indo visitar Amsterdam e não ter tempo para ver este pedaço crucial da história.

The Anne Frank House – End: Prinsengracht 263-267, 1016 GV Amsterdam.

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